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| 20/12/2005 |
SORTE INVERSA
PARA QUEM DESEJAR LER MEUS NOVOS TEXTOS, AGORA ESTOU PUBLICANDO NO MEU BLOG SORTE INVERSA (www.sorteinversa.blogspot.com), ou na minha coluna no BAGATELAS (www.bagatelas.net).
Escrito por Emerson Wiskow às 20h14
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| 30/04/2005 |

Escrito por Emerson Wiskow às 16h10
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Sandra e sua verruga horrível (Emerson Wiskow)
Sandra tinha uma verruga no cu. Eu não gostava daquilo, não gostava de ver aquela verruga na borda do cu de Sandra. Era um cu feio e com a verruga colada ali, grande e frisada, a coisa se tornava realmente nauseante. Era uma merda. Mas o principal motivo que me levava a dormir com Sandra, a lambê-la, chupá-la, e a agüentar a tal verruga e o seu cu feio era o fato de Sandra ser uma beleza. Um verdadeiro schow para os punheteiros, tarados, ou qualquer apreciador de um belo corpo voluptuoso e lascivo.
Sandra estava sempre usando umas calças de cotón coladas ao corpo e uma calcinha que se perdia entre sua bunda perfeita. E Sandra tinha uma senhora bunda, carnuda, grande e arrebitada. Antes de ficarmos juntos, para mim Sandra não passava de uma vaca brejeira dona de um rabo maravilhoso que ela permitia dar para alguns imbecis sortudos. E claro, nunca para mim.
Enquanto eu via Sandra se divertir permitindo que imbecis e boçais fodessem o seu maravilhoso e suculento rabo, eu fantasiava fodas homéricas e desperdiçava litros de porra em jorros que se perdiam em pedaços de papéis higiênicos e retalhos de panos.
Sandra recendia a sexo, e mesmo se fosse uma freira trancafiada em um mosteiro não conseguiria se livrar disso. Sandra havia nascido para trepar, para dar a buceta, para dar o cu, para o gozo. Sandra tinha um corpo, e só. Apenas isso. Era alegre, feliz e burra. Tinha um corpo maravilhoso e não estava nem aí com esse papo de mulher objeto. Objeto eram os homens. E ela fazia com eles o que bem queria. Metida num shortezinho deixava todos os homens com o pau duro e assim fazia deles marionetes. Sandra tinha as polpinhas da bunda mais saborosa do mundo. Ela morava numa casinha apertada com um quarto que não tinha forro. Isso descobri depois, quando deitei na sua cama de ferro que rangia quando eu a fodia.
Foi na primeira noite que fiquei com ela que descobri a verruga horrível que Sandra tinha no cu. Quem diria, aquela morena linda com uma grande e linda bunda feita para deixar os homens loucos tinha uma gigantesca e feia verruga no cu.
Depois do primeiro beijo onde enfiei minha língua na boca de Sandra, fique de pau duro e logo resolvi matar a cerveja e arrastar Sandra para casa. Conferi os 30 reais que tinha na carteira e paguei a conta. Sandra levantou a bunda da cadeira de ferro amarela empinando-a como se oferecesse para uma boa lambida e saiu de mão dada comigo. Os caras, claro, saltaram os olhos para Sandra. Ela notou e caprichou no rebolado. A cadela gostava mesmo de provocar.
- Vamos pra minha casa - eu disse.
- Não, vamos pra minha - respondeu ela.
Pegamos um ônibus e fomos para casa de Sandra, próximo à sua casa Sandra pediu para que eu comprasse umas cervejas.
- Ah, tem um bar ali que fica aberto até tarde. Vamos lá comprar cerveja.
Entramos no bar e todos desviaram a atenção para nós. Sandra entrou toda dona de si, me arrastando pela mão. Fui atrás e chegando no balcão pedi as cervejas.
- Tá vendo aquele velho ali?
- Que quê tem?
- É louco por mim. Quer porque quer me levar pra cama. Um velho nojento daqueles, se ainda fosse um corroa bonito. Vive me dando presentes, dinheiro... Um dia deixei ele ver minha calcinha por cinqüenta reais. Coitado... Nunca vou deixar ele me comer. Vai morrer na punheta.
O dono do bar trouxe as cervejas numa sacola plástica.
- Ah, compra um picolé pra mim - pediu Sandra.
- Pega um.
Sandra abriu a tampa do feezer e debruçou-se para dentro para escolher o sabor. Observei sua bunda carnuda, a calcinha atolada no rabo. "Logo, logo vou foder esse rabo", pensei.
- Quero esse! - disse Sandra mostrando um picolé de chocolate. Ah, compra cigarro também - pediu ela.
Comprei. Sorte eu estar com algum dinheiro. Valia a pena.
Depois de bebermos a primeira garrafa começamos com a brincadeira. Botei o peitinho de Sandra para fora e chupei. Sandra logo ficou tesuda, a putinha.
- Deixa eu ver tua bunda - pedi enquanto segurava o copo de cerveja.
- Tarado!
Virei Sandra de costas e rocei o pau na sua bunda carnuda e firme. Bebi um gole e atolei a mão.
- Deixa eu ver - insisti baixando sua calça. Puxei sua calcinha para cima, enterrando-a toda entre os dois montes de carne.
- Aaaiiii!!! Tá louco. Assim você me machuca! - gritou Sandra pegando minha mão. - Vamos pro quarto, pega a cerveja.
Peguei a garrafa e fomos pro quarto. Sandra tirou a calça. Putinha gostosa. Depois virou-se para mim e empinou a bunda. Um sonho. Quase gozei só de olhar para seu rabo. Sandra mostrava suas armas devastadoras. Olhou-me e sorriu e pôs-se de quarto. Arreganhou bem as pernas, apenas um fio da calcinha ficou à mostra, o resto atolado entre aquelas carnes. Cheguei mais perto com uma tremenda ereção. Tive que me controlar, o pau quase explodindo. Puxei a calcinha para o lado e lá estava ela, uma gigantesca e feia verruga grudada no seu cu. Sandra, Sandrinha, a mulher mais gostosa do mundo tinha uma verruga horrível no
Escrito por Emerson Wiskow às 15h37
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Sandra e sua verruga horrível Parte II
cu. Sandra notou minha perturbação.
- Que foi? Foi minha verruga? - Ai, que vergonha. Não vai me dizer que não vai querer me comer por causa dela! Sei que é feia, mas não adianta. Se quer me foder vai ter que agüentar minha verruga. Todos agüentam.
- É claro. Ela não é tão feia assim - menti -. E com uma bunda dessa, quem vai se importar com uma verruga.
- Então mete! Vai, mete nesse cuzinho... Mete na tua cadelinha!
"Cuzinho"? Ah, tratei de dar duas lambadas na sua bunda carnuda e uma boa cuspida no cu. Depois passei o pau em torno do buraco, com aquela verruga ali. Empurrei a verruga para o lado e meti. Sandra e sua verruga no cu. Fiquei um bom tempo metendo, observando o pau roçar na verruga. Sandra gemia, urrava como uma porca. Tinha nascido para ser enrabada.
- Me fode, me fode!!! Fode gostoso, assim... Vai, não para. Mete tudo, mete! - Sandra caprichava no vocabulário. Rebolava aquela bunda grande como uma louca. Adorava levar ferro. Lembrei das vezes que eu gozei em pedaços de papéis higiênicos e pedaços de pano depois de bater uma para Sandra. Quando gozei urrei como um monstro. Inundei o rabo de Sandra de porra. Depois fomos para o banheiro dela, o cesto de lixo cheio de papel cagado. Sandra não se importava, entrou no chuveiro e lavou o cu. Ajudei a esfregar aquela bunda maravilhosa, lavei-lhe a verruga e lhe enfiei no dedo no cu. Pedi para ela fazer um boquete. Com Sandra não tinha frescura, ela ajoelhou-se e enfiou o pau na boca. Dançou a língua em volta da cabeça e começou o vai-e-vem. Ssslep, sslleep!! Lancei um bom jorro no seu rosto.
- Aaiii... Meu olho, puto!
"Essa é pra deixar de ser boba", pensei sem dizer nada. Sandra passou a mão no olho e lavou-se no chuveiro. Assisti à cena satisfeito, depois limpei o pau na torneira da pia. Nos secamos e saímos pelados do banheiro. Fomos para a cozinha. Sandra balançava a bunda gostosa. Eu estava no paraíso, um rabo daquele ao meu dispor.
- Tem alguma coisa pra comer? - perguntei.
- Tem lingüiça na geladeira, e pão no armário. Vou fritar para nós.
Concordei com a cabeça. Acendi um cigarro e abasteci os copos com cerveja. Sandra, peladinha pegou dois bons pedaços de lingüiças e jogou na panela. Ela lindo olhar aquele corpo, aquela bunda grande e perfeita movendo-se tranqüilamente enquanto cozinhava para mim.
Comemos a lingüiça com pão, bebemos mais cerveja e fodemos novamente. A verruga continuou lá, feia e grande como eu nunca tinha visto.
Escrito por Emerson Wiskow às 15h33
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| 21/04/2005 |
A LOUCA DA ESCADARIA (Emerson Wiskow)
Maria ficou louca aos trinta e cinco anos. Uma pena. O negócio é que foi difícil de acreditar na sua degradação ao vê-la desfilar toda mulanbenta pelo bairro. Maria estava acabada mas ainda deixava os homens de pau duro. Mesmo no estado em que se encontrava. Louca, suja, magérima e vestida em trapos, sempre tinha alguém querendo se divertir com ela.
Quando Maria mudou-se para o bairro à oito ou nove anos, foi como se um grande abalo da natureza tivesse afetado a vida das pessoas. Os homens ficaram eriçados, as mulheres a odiaram e ela se divertia sem dar a mínima. Tinha o rosto suave, sobrancelhas negras desenhadas cuidadosamente, os olhos como Jabuticabas e o corpo moreno e carnudo. Uma beleza. Usava roupas coladas ao corpo, saias curtíssimas ou minúsculos shorts que mostravam as polpas da bunda e suas belas pernas de morena brejeira. Era chamada de puta, sem-vergonha, galinha. Na verdade causava inveja as outras mulheres por ser muito desejada. Trepava com vários homens, nunca se prendia a ninguém e colecionava pedidos de casamento.
Tudo isso é passado na vida de Maria, ninguém mais quer casar-se com ela e seu corpo definhou e agora mais parece um galho seco. Surgiram rugas no seu rosto, em torno de seus lábios, e seu corpo carnudo transformou-se num monte de ossos e pele. O cabelo curto e desgrenhado repousa na sua cabeça como um ornamento sujo e de mau gosto. O ar de louca estampou-se em sua fisionomia, em seu corpo, em suas roupas. Faz boquete em troca de cigarros, de um copo de cachaça ou cerveja. Muitas vezes deixa os homens a violentarem ou simplesmente ataca um para lhe aplacar o fogo quando subitamente lhe bate o tesão. Maria estava irreconhecível, antes pairava sobre os homens como um sonho a ser conquistado e agora não passa de um trapo velho. Tudo por ter se apaixonado por um homem. Tiveram um caso e logo após resolveram morar juntos. Maria nunca mais saiu com ninguém. Entregava-se apenas ao seu homem. Continuava bonita e desejada por todos. Até que um dia encontrou o seu marido com outro homem na cama. A cena foi um choque, como se ela fosse alvejada por um raio numa tempestade. E o raio caiu sobre sua cabeça. Maria chegou em casa, entrou no quarto e deparou-se com o homem que amava sendo curado por outro homem. Uma visão desgraçada, que a despedaçou e a enlouqueceu. De quatro, com o rabo arreganho, seu marido oferecia-se e gemia de prazer ao ser penetrado por um homem.
Depois da separação Maria definhou. Alguns garotos a pegam para farrear, tudo escondido entre as árvores de um grande terreno baldio. Fazem revezamento na sua xota e depois lhe batem. Batem na sua cara, desferem chutes nas pernas, na bunda, e quando Maria consegue livrar-se deles e foge correndo eles lhe atiram pedras e pedaços de paus. São uns animais, ignorantes, brutos e violentos. A maioria dos garotos tem entre quinze e dezoito anos e muito deles possuem apenas a xoxota de Maria para foder. Depois de foderem Maria e espancá-la ficam rindo e comentando sobre suas gozadas e pauladas como bons sádicos.
Apesar disso Maria continuava provocando os homens, fazia suas caras e bocas e continuava a gostar de trepar. Sentava displicentemente no fio da calçada com as pernas abertas, mostrava a calcinha e o volume de sua buceta, não importando-se com os olhares dos homens. Eles pareciam lobos famintos e quando podiam a arrastavam sorrateiramente para esvaziarem o saco. Ninguém agüentava ficar com porra acumulada por muito tempo e então longe dos olhares, muitos se aliviavam com Maria-louca, nome da qual ficou conhecida.
Eu estava vagabundeando, tranqüilo e descansado quando encontrei Maria. Não tinha para fazer e então resolvi dar uma volta. Fui comprar cigarros e quando voltava para casa, avistei aquela figura vagando pela noite como um espectro perdido. Era Maria. Nos aproximamos lentamente um do outro como se fôssemos duelar. Maria usava uma surrada saia florida com uma blusa de crochê rosa que salientava seus pequenos peitos. Ao chegar ao seu lado percebi que Maria estava sem sutiã e ao ver seus pequenos mamilos tive uma ereção. Ovos de touro, era assim que uma antiga namorada me chamava, dizia que eu não podia ver uma buceta. Estava certa. Nada de grandioso, é claro. Apenas a minha natureza.
- Oi Emerson - disse Maria-louca com um leve sorriso, os olhos vagos e a cara murcha.
- Oi Maria. O que você está fazendo andando sozinha por ai?
- Sempre ando sozinha. Sabe Emerson, sempre ando sozinha. É bom andar sozinha, mas é difícil, tem sempre esses homens atrás de mim querendo enfiar seus paus na minha buceta. Mas eu não deixo. Deixo apenas quando eu quero. Eles metem em mim e depois me batem. Os homens são uns putos Emerson! Uns putos!
- Concordo com você. A maioria dos homens não passam de uns cretinos Maria.
- Ah, mas você é legal! Um cara muito legal! Tem um cigarro para me dar? - completou Maria coçando a cabeça. Tirei a carteira de cigarros do bolso e acendi um para ela e outro para mim. A noite estava agradável, cheia de estrelas, quente e silenciosa. Não havia ninguém na rua, apenas nós dois e um cão vagabundo estirado próximo a cerca de uma casa. Estávamos em frente a uma área onde antes ficava um banhado e que havia sido invadida por centenas de famílias que transformaram o local numa grande vila dentro do bairro. O bairro era um gigantesco conjunto habitacional de casa populares vazias que também haviam sido invadidas há treze anos. Eu era um dos milhares de invasores. Eu também havia invadido uma das casas há treze anos atrás. Era a invasão dentro da invasão, a procriação da pobreza. O inchaço. A porca paridera pronta para estourar.
Enquanto conversava com Maria eu pensava se resistiria a meus instintos. Maria estava feia, um pouco suja, seca e louca. Não era mais a mulher que possuía um corpo na qual deixava os homens fora de controle. Não tinha mais a melhor bunda, as melhores pernas, mas ao ver seus mamilos, seu ar largado, suas pernas que lembravam duas canetas e sua bundinha dentro daquela leve saia surrada, tive vontade de comê-la. Todos sabiam que apesar de ter se transformada numa imagem fantasmagórica Maria sabia trepar como poucas. O clima da noite, o calor, as casa simples construidas com madeiras velhas, inacabadas e o ar suburbano causava em mim um efeito devastador. Eu me entregava a chinelagem. Era como se ejetassem veneno no meu sangue e lentamente ele fluía através das veias e artérias contaminando todo o meu corpo.
- Está quente hoje! Quero beber uma Coca-cola Emerson! Nós poderíamos beber uma Coca juntos. - sugeriu Maria com o cigarro entre os dedos finos, dando rápidas tragadas e lançando a fumaça na penumbra.
- Ah, está bem! Acho que eu tenho uma Coca em casa. Vamos para lá Maria!
- Vamos, vamos... Você é muito legal Emerson. Não sei como você está sozinho. Você está sozinho, não está?
Escrito por Emerson Wiskow às 15h06
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MARIA LOUCA Parte II (Emerson Wiskow)
Sorri e então fomos os dois. Eu e Maria-louca andando suavemente pela noite, lá em cima as estrelas iluminavam a noite. Torci para que ninguém me visse desfilando com Maria-louca. Não queria que me vissem levando-a para minha casa. O bom é que estávamos perto e assim eu corria menos risco de encontrar alguém pelo caminho. Senão seria: "Emerson estava com a Maria-louca", "Emerson comeu a Maria louca" , "Como ele tem coragem, que nojo, é um doente!" E eu nem sabia se realmente iria fazer alguma coisa. Minhas vizinhas não poderiam saber de nada, se soubessem eu estaria fodido. Sem chance. Nada de conseguir alguma coisa com elas.
Seguimos pela rua costeando as casa construidas sobre onde antes era um banhado, depois vieram as casas do bairro até que em alguns minutos chegamos na minha. Entramos furtivamente, quer dizer, eu entrei furtivamente, Maria não ligava para nada. Se nos vissem ou não, para ela não tinha a menor importância. Claro que meu gesto era digno de um canastrão, mas como eu disse, era como se tivessem ejetado algum tipo de veneno em mim.
Chegamos em casa e entramos. Maria continuava com o mesmo ar perdido, às vezes sorria e então ela lembrava a Maria que fora antes. Tinha um pouco de tristeza. Maria olhou em volta, era a primeira vez que ela entrará em minha casa. Maria pediu outro cigarro. Acendi dois. Tragamos ao mesmo tempo.
- Vou ver se tem uma Coca na geladeira - eu disse.
- Ah bom, Emerson. Você é um cara legal. Muito legal. Não é como esses homens que só querem meter. Você é legal comigo.
Peguei uma garrafa de Coca-cola, restava um pouco mais da metade. Era das grandes, uma garrafa de dois litros. Peguei a garrafa na geladeira e abri. Maria observava silenciosamente, fumando e lançando a fumaça como uma locomotiva. Os peitinhos ali, lindos, mostrando-se através dos furinhos da blusa. Servi Maria num grande copo, ela emborcou com vontade. Observei ela. Seca, com o tecido do vestido descansando suavemente sobre seu sexo, mostrando o volume. Um belo volume. Maria notou o meu olhar e puxou a saia pela borda, prendendo-o entre as pernas de maneira que o volume ficasse mais saliente. Uma gostosa elevação, um monte perfeito. O tecido repuxado e preso entre as pernas de Maria desenharam frisos que perdiam-se entre suas coxas finas. Notei um friso maior que afundava-se entre sua buceta. Tive uma ereção e bebi um gole de refrigerante. De repente Maria soltou uma sonora gargalhada.
- HÁ,HÁ,HÁ...
- O que foi Maria, do que você está rindo? - perguntei fazendo uma cara de sonso.
- Ah, Emerson. Você não tira os olhos da minha buceta! Parece que vai me comer com os olhos - disse Maria sorrindo. - Você me trouxe aqui para me foder Emerson! Me ofereceu a Coca-cola para ver se acabava transando comigo! Maria-louca deu um grande gole secando o copo, pegou a garrafa de refrigerante e enche-o tranqüilamente.
- Eu não trouxe você para isso Maria - menti enquanto procurava a carteira de cigarros nos bolsos.
- Ah, claro que trouxe! Olhe só - disse Maria levantando a saia para mostrar a buceta. Você está louco para meter aqui. HÁ,HÁ,HÁ...
- Maria não provoque. Desse jeito é difícil de resistir. Maria continuava em minha frente com a saia levantada. Ela usava uma calcinha branca, velha e encardida. Seu rosto transformava-se, logo fomos mergulhados num clima tenso e sexual. A calcinha apertava-lhe as coxas secas. Maria abriu as pernas como se fosse um compasso e apesar do corpo extremamente magro possuía uma grande e volumosa buceta que estufava sua calcinha. Então puxando a calcinha para o lado Maria-louca mostrou seus vastos pentelhos negros, habilmente ela abriu sua buceta com os dedos, seus lábios deslizaram para os lados. Uma pele marrom avermelhada e lustrosa, logo o cheiro de sexo inundou o ambiente. Estávamos ficando cada vez mais loucos, envolvidos numa atmosfera quente, uma bruma erótica nos ligava, um campo magnético que me jogava em sua direção como um ímã. Maria enfiou dois dedos em sua vaginha e soltou um gemido surdo, sufocado. O som saiu de sua garganta mornamente como um suspiro angustiado e prazeroso.
Foi rápido, como um estouro de cavalos selvagens. Como se a Cidade do México fosse abaixo por um grande terremoto. Grudei nela como um cachorro, um animal que acabará de sentir o cheiro da fêmea no cio. Fizemos ali mesmo, de pé, nos apoiando nos móveis, tropeçando, desequilibrando-se. Até que nós dois amolecemos.
- Ahh... coisa boa Emerson! - suspirou Maria passando os dedos suavemete sobre seu sexo. Com o pau ainda ereto peguei um pedaço de pano e o limpei. O cheiro exalou o lugar.
- Que pau bonito você tem. Bonito e gostoso! - disse Maria, sorri e guardei o pau. Ovos de touro, pensei. As mulheres adoravam quando o espermentavam, fui abençoado com um belo e gostoso pau. As mulheres adoravam ele. Maria levantou a velha calcinha enquanto eu acendia um cigarro, depois bebeu o resto da Coca-cola que havia na garrafa. Dei-lhe alguns cigarros e ela foi embora no meio da noite. Alguns meses depois Maria-louca mudou-se do bairro e ninguém mais soube dela.
Escrito por Emerson Wiskow às 15h04
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A LOUCA DA ESCADARIA (Emerson Wiskow)
Acho que era uma bruxa, uma feiticeira, mas o mais provável era que não passava de uma louca. O negócio é que dei um jeito de sair fora rapidinho. Não estava a fim de encrenca com aquela mulher ou com qualquer outra. Mas parece que tenho algo que atrai certos tipos de mulheres. Em geral mulheres loucas, neuróticas e complicadas. Muitas vezes eu sabia que era sarna para me coçar, mulheres problemas, mas droga! Muitas delas eram mulheres que me fascinavam de uma maneira ou de outra. Uma bunda fabulosa, um olhar, caras e bocas, gestos ou apenas a certeza de uma grande e maravilhosa foda. Assim começava a merda toda. Eu sempre me deixava cair na armadilha. Acho que chegava até mesmo a procurá-las.
Conheci Migi quando eu voltava da casa de um velho amigo, num fim de tarde nublado onde as paredes dos velhos prédio lançavam-se ao céu como gigantes cansados. Migi estava sentada sobre os degraus de uma escadaria de concreto, completamente absorta em pensamentos e distante como se estivesse em alguma espécie de transe. Indiferente, sentada com as pernas semi-esticadas, ela deixava aparecer entre suas pernas uma calcinha branca. Vestia uma curtissima saia de um tecido grosso, escuro, que fazia com que a calcinha branca se destaca-se ainda mais. Aproximei-me a ponto de poder ver os frisos de sua calcinha. Ela continuou na mesma posição, não importando-se com o fato de deixar a mostra a região entre suas pernas. Parecia mais um convite, um chamamento, um incentivo encorajador. Uma tentação posta ali na escadaria, de maneira casual, informal e perigosamente sensual. Senti-lhe um ar de louca. Vi o volume de sua xota, a suave carne macia que cercava o sexo. Não desviei o olhar e logo senti um gigantesco desejo por aquela mulher. Seus olhos fitavam o infinito e eu só conseguia pensar em fodê-la.
Parei em sua frente e falei-lhe algo, tentando puxar assunto, claro. Perguntei-lhe o nome e após conversarmos por algum tempo consegui convencê-la a me acompanhar até o meu apartamento. Andamos lado a lado, lentamente como dois caracóis preguiçosos. Migi tinha traços orientais, belos olhos negros, puxados e negros. Seus cabelos eram pretos, compridos e desgrenhados. Uma boca suave com lábios que pareciam deliciosos. Enquanto Migi olhava alguns livros na pequena estante de ferro, fui preparar um café. Migi observava e analisava os livros com ar comprenetrado, folheava-os, lia os títulos e não fazia um comentário. Enquanto fervia a água, de repente Migi andou lentamente até o sofá, abriu calmamente sua bolsa e retirou um pequeno pote de borracha e borrifou a sala com um estranho perfume. Tchááá, tcháááá, tchááááá... Então Migi andou pelos cantos da sala com aquela coisa na mão, borrifando o ar, lançando jatos daquela coisa por toda parte. Enquanto Migi borrifava perguntei-lhe:
- Migi, o que você está fazendo? Ela olhou-me tranqüilamente e sorriu. O seu olhar era sempre um olhar de lunática.
- Espantando espíritos. Espíritos femininos malignos. Senti-os logo que entrei aqui... - disse ela ainda borrifando o ar.
- Espíritos? Femininos? Aqui? - perguntei com uma expressão idiota no rosto.
- Sim. Você é muito carregado. Este lugar é muito carregado. Você precisa de uma limpeza - disse Migi com ar compenetrada, borrifando aquela coisa que cheirava fortemente. O cheiro começava a me sufocar. Era um cheiro enjoativo, nauseante. Terminei de passar o café e nos servi. Ela parou de borrifar e bebeu o seu café num único gole. Sorvi um gole do meu e olhei para ela. Naquele momento não tinha mais dúvidas, Migi era uma lunática. Olhei para seus pequenos peitos, os grandes bicos que salientavam-se sob sua blusa que caía-lhe displicentemente sobre o seu corpo e decidi deixar que ficasse por algum tempo. Afinal, pensei, aquilo não era tão grave assim. Sorvi outro gole de café. Andei até a janela e observei os velhos prédios cinzas, ao lado um beco com caixas de madeiras amontoadas levavam até as escadarias. As escadarias de Migi. Depois do momento em que encontrei Migi naquela escadaria, sentada com um ar perdido estampado no rosto, com as pernas abertas mostrando sua calcinha branca percebi que aquela imagem ficaria gravada em minha memória. Virei-me e vi Migi dançar, requebrava-se lentamente, sinuosa, levantava a saia e passava as mãos entre as pernas. Fiquei hipnotizado com tal visão. Era sensual, erótica, maravilhosa. De súbito Migi fez expressões de ânsia de vômito. Fiquei atônico.
- Você precisa livrar-se destes espíritos que te rodeiam - ela voltou a dizer com os olhos espantados. Logo após Migi lançou um jarro de vômito no chão.
- O QUE ACONTECEU? - perguntei dando um salto em sua direção.
- NÃO TOQUE EM MIM! - berrou ela com uma expressão transtornada, um fio de baba escorria pela boca. Recuei e olhei-a sem saber o que fazer.
- Vou limpar este lugar - disse ela. Então Migi desandou a chorar, chorava convulsivamente. Continuei sem saber o que fazer. De repente Migi jogou-se sobre a poça de vômito e ficou ajoelhada sobre ele, deslizando as mão naquela coisa melequenta, nojenta. Ainda assim, com toda aquela cena lancei o olhar entre suas pernas, a calcinha branca e o volume de sua buceta à mostra me fez pensar em fodê-la. Gostei daquela visão, do belo volume de sua buceta. Éramos dois doentes. Aproximei-me de Migi e comecei a acariciá-la, enfiei os dedos entre suas pernas. Apalpei seu sexo e lentamente Migi parou de chorar. Então nós nos deitamos sobre seu vômito e como dois animais descontrolados começamos a transar. Não havia poesia, apenas loucura. Migi resvalava as pernas no seu vômito, tudo pareceu fechar-se sobre nós, nos engolindo, nos sugando. Migi debatia-se, urava e movimentava o corpo como se fosse uma serpente sobre uma chapa quente. Foi assim. Até que fomos exauridos, ceifados de toda nossa energia. Depois deixei que Migi toma-se um banho e dei um jeito de fazer com que ela fosse embora. Migi não falou nada, apenas se foi e nunca mais apareceu.
Escrito por Emerson Wiskow às 15h03
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| 17/03/2005 |
CLUBE DOS SUPER ESCRITORES DE PORTO ALEGRE
O telefone tocou pela quarta vez consecutiva. Estranhei, o normal era me esquecerem. Eu não estava acostumado a receber ligações diárias. Atendi. - Alô - eu disse. - O Sr. Emerson, por favor. - É ele. - Sr. Emerson, você escreve, não escreve? - Tento. - Humm. Descobrimos alguns textos seus espalhados pela internet. - Não estão tão espalhados assim. - Não importa. Mas nós os lemos. Lemos tudo que escrevem, na internet, em livros, jornais, revistas... - Humm... - Você deve parar de escrever. Essa é a nossa conclusão. - Quem são vocês? - perguntei. - SOMOS DO CLUBE DOS SUPER ESCRITORES DE PORTO ALEGRE, e depois de lermos alguns dos seus textos chegamos a conclusão de que você é uma vergonha para nós. - Sou uma vergonha para vocês? - Sim. Você não é um escritor. Sugerimos que retire seus textos da internet antes que mais pessoas os leiam. - E se eu não os retirar? - perguntei fingindo preocupação. - Então teremos que tomar algumas atitudes drásticas. Para o seu bem e para o bem dos leitores VOCÊ DEVE PARAR DE ESCREVER. DESISTA! - Vou pensar. - Também tentamos encontrar algum livro seu. Reviramos as livrarias da cidade, mas não havia nada. Onde eles estão? - Não tenho nenhum livro publicado. - Huumm, então foi por isso. Pensamos que eles estavam esgotados. Menos mal. - Menos mal? - Sim, é um alívio saber que você não publicou nenhum livro. NÓS, DO CLUBE DOS SUPER ESCRITORES DE PORTO ALEGRE trabalhamos muito para que pretensos escritores como VOCÊ, jamais publique alguma coisa. Seria uma vergonha para nós. Desliguei o telefone. Logo em seguida o telefone tocou novamente. - Alô - eu disse. - Sr. Emerson, nós não estamos brincando. Acredite, o Sr. NÃO É UM ESCRITOR. NÓS, DO CLUBE DOS SUPER ESCRITORES DE PORTO ALEGRE podemos afirmar isso! Retire suas histórias da internet, alguém pode lê-las. Desliguei o telefone novamente e retirei-o do guincho, depois acendi um cigarro e fiquei pensando na morte da bezerra.
Escrito por Emerson Wiskow às 20h04
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| 26/02/2005 |
Mostruário do Absurdo Fantástico
http://www.mostruariodoabsurdofantastico.zip.net
Madrugadas estranhas e quentes, nelas dois homens se perdem num deserto, em outra noite uma mulher de pele verde surge...
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Escrito por Emerson Wiskow às 18h29
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Marcinha
Há. Marcinha acordou toda fresca. Como sempre. Como todas as sete noite seguidas que dormimos juntos. Fodemos. Marcinha acordou e esfregou os olhos. Um e depois o outro. Espiei seu peitinho branco de auréola rosa e belisquei levemente o biquinho, ela me olhou e sorriu. Marcinha trabalhava como garçonete num bar chinelo perto da rodoviária de Porto Alegre. Servia como isca para o macharedo que bebiam lá enquanto sonhavam com sua bunda. Ela atendia sorridente, cantarolando músicas sertanejas e hits dançantes. Os peitos pareciam estarem sempre tesos, a bunda firme se delineava numa calça de cotón justa ao corpo. Ao vê-la tive vontade de comê-la. Claro, não disse isso para ela. A vagabundagem em volta acumulava convites, cantadas e olhares esfomeados. Todos desejava fodê-la. Marcinha é um sonho. Rosto lindo, olhos azuis e cabelos loiros encaracolados. Cheio de cachos. Moradora de uma vila de Porto Alegre, sabe que é a estrela do bar. Insinua-se, desfila, sorri e sempre diz quem sabe... Os olhos inspiram sonhos, azuis muito claros, molhados, úmidos. A boca rosada e doce, macia. Mas tem uma cabecinha de merda. Não sabe de nada.
Levantei e fui à geladeira, enchi um copo com água gelada e lavei a garganta ressecada. Marcinha berrou lá do quarto:
- TRÁS UM COPO D’ÁGUA PRA MIM!
Enchi novamente o copo e levei para ela.
- Ah, como você tem um pau bonito, Emerson... - disse ela ao me ver nu voltando ao quarto. Alcancei o copo d’água para ela e continuei por ali, me exibindo. Acendi um cigarro e traguei. Marcinha bebeu um grande gole d’água. Estava com sede. Marcinha largou o copo e continuou me observando. Os olhos famintos, me olhava com encanto. Eu com o pau lá, pendurado entre as pernas, um bom talo fodedor com uma coroa de pentelhos pretos, negros. Um pau majestoso. Pena não poder desfilá-lo por aí. - Teu pau é perfeito! - continuou ela toda lânguida.
Marcinha, descobri no segundo encontro, tinha dezessete aninhos. Pensei que tivesse dezoito. A bunda é uma beleza, desenhada e suculenta, firme. As tetas grandes, macias. Ela me levava ao desespero, muito próximo ao abismo. Namorou um batedor de carteiras que rondava o centro da cidade. Ela, batalhadora e forte, alegre e macia, com o frescor das ninfas, das virgens, trabalhava no bar das cinco da tarde até as quatro, cinco da madrugada. Conhecia o movimento ácido da noite suburbana e bruta da cidade. Tinha a desenvoltura dos felinos. Na primeira vez que a vi pensei: quero casar! Agora, hoje, nesse segundo, ainda afirmo com a mesma coragem dos navegantes portugueses que cruzavam oceanos enigmáticos e perigosos em busca de terras incertas. Quero casar com ela.
Marcinha largou o copo d’água e rolou sobre a cama, abriu as pernas, ficando de bruços e olhando-me sobre o ombro lançou esta:
- Sabia que uma vez vi meu primo comer uma cabrita.
- Sério? - perguntei sem deixar de observar o volume perfeito de sua buceta enchendo a calcinha preta.
- Sério. Eu tinha doze anos quando peguei meu primo comendo a cabrita que minha tia criava. Marcinha abriu ainda mais as pernas. Comecei a ter uma boa ereção.
- Ah... Vem e mete aqui! - pediu Marcinha alisando a bunda enquanto curvava o corpo.
Marcinha, Marcinha... Dezessete anos e se oferecendo assim. Afastou a calcinha para o lado e tornou a pedir sussurrando.
- Mete aqui, aqui ó! - disse ela enfiando um dedo na buceta. Montei sobre ela e penetrei.
Soc, soc, soc, soc!!! Arf, arf, arf,
- Isto, mete, mete!!! Aahhhh... Fode, fode minha buceta!!!
Soc, soc, soc!!!
- Não goza, não goza!!!
- Putinha!! Putinha!
Plaft, plaft!
Fodi Marcinha. Tudo escureceu e estremeceu. Logo após levantei e bebi um gole d’água, acendi um cigarro. Meu pau continuou ereto. Fiquei ali, fumando, me exibindo, deixando Marcinha observar meu pau que continuava tendo uma ereção.
Escrito por Emerson Wiskow às 18h01
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| 25/12/2004 |
MENSAGENS
OLÁ, JÁ QUE VOCÊ SE DEU O TRABALHO DE VIR ATÉ AQUI, DEIXE UMA MENSAGEM, ALGUM COMENTÁRIO. OU SIMPLESMENTE DIGA COMO DESCOBRIU ESSE BLOG. ATÉ A PRÓXIMA!
Escrito por Emerson Wiskow às 21h30
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A garota do strip e eu (3wiskow@bol.com.br)
Enquanto a garota subia na mesa para fazer seu show de strip eu pensava no texto que havia voltado. Era o terceiro. Parece que não havia jeito de publicarem algo meu. Talvez fosse por causa dessa coisa chamada talento. Eu estava tentando.
O bar era uma espelunca que ficava perto da rodoviária e as mulheres faziam o estilo brejeira. Uma garota subiu na mesa e ensaiou seus primeiros passos enquanto outra ficava na sua frente dando-lhe dicas. Ela desceu sinuosa, mas não muito. A garota tentava, eu também. Como eu disse, havia voltados três textos meus. A garota continuou despindo-se, desajeitada mas boa. Foi até o final.
Bebi um gole e cutuquei meu amigo.
- Ela vai melhorar - comentei.
Voltei a pensar na próxima história que escreveria. A garota do strip e eu, nós continuaríamos tentando.
Escrito por Emerson Wiskow às 21h28
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Omeletes Parte 1 (3wiskow@bol.com.br)
A televisão estava ligada enquanto Marlene fazia alguns omeletes para o nosso jantar. Conheci Marlene em uma festa e logo que a vi fiquei atraído por aquela morena de quadril largo, bunda grande e rosto bonito. Ela estava parada, sozinha, fumando um cigarro quando eu resolvi abordá-la. Convidei-a para beber uma cerveja comigo, ela aceitou e hoje está aqui, preparando um omelete para nós dois.
Marlene vive reclamando do seu quadril, diz que é muito grande, reclama da sua celulite, fala que é muito bunduda. Eu adoro a sua celulite, o seu quadril largo e a sua grande bunda. Aprendi a gostar dos seus omeletes. Era a única coisa que ela sabia fazer - omeletes -. Marlene sempre comentava: “É só quebrar alguns ovos, bater, colocar um salzinho e o omelete está pronto”. Marlene não gostava de cozinhar, sempre pensei em ter uma mulher que soubesse cozinhar. Mas daí apareceram os quadris, as bundas grandes e os cabelos negros. Não se pode ter tudo, saber cozinhar para mim ficou em segundo, terceiro plano. Então comecei a comer os omeletes que Marlene preparava, e para falar a verdade eu não os agüentava mais. Mesmo assim eu continuava comendo e dizendo que estava ótimo. Ah! O amor...
Marlene era filha de Iemanja, gostava das águas e todos os anos fazia com que eu a acompanha-se para levar oferendas para a Santa. Marlene vestia-se toda de branco, linda, com os seus cabelos compridos e pretos caídos sobre aquele branco do seu vestido. Eu ficava observando aquele belo contraste. O negro e o branco, lindo.
Os omeletes na frijideira. Eu desenhando, a televisão ligada e Marlene desfilando de um lado para o outro na cozinha, com um cigarro entre os dedos, usando um vestido curto e calçando chinelos. Eu observava o seu vai e vêm, as suas tragadas e o modo como ela soltava fumaça pelo ar enquanto abaixava-se e mostrava ainda mais as suas coxas grossas. Marlene me deixava em permanente estado de ereção. Com ela eu sempre estava de pau duro, foda-se os viagras e qualquer outra merda, para mim era preciso apenas estar ao lado daquela morena. Marlene adorava novelas mexicanas, dramalhões e dançar. Fiquei encantado com ela desde a primeira vez que a vi, para mim a minha vida só teria sentindo ao lado de uma mulher como ela. Era o que eu pensava.
- O omelete está pronto, venha comer - disse ela sorrindo.
- Já vou, mas antes deixa eu ver a sua bunda - respondi.
- Tarado, você não pensa em outra coisa?
- Pensar no quê? Com você perto de mim!
- Em algo que não esteja relacionado com sexo - respondeu ela fazendo-se de zangada.
Marlene aproximou-se com seu vestido e suas pernas grossas, peguei ela pela cintura e beijei-lhe o ventre. Virei-a de costas para mim, levantei o seu vestido e observei aquela bunda maravilhosa coberta por uma pequena calcinha de algodão. Dei-he um beijo e passei a língua em sua bunda. Fomos jantar.
Marlene dizia que estava apaixonada por mim. Talvez ela estivesse mesmo, para estar comigo, vivendo de omeletes e assistindo eu passar os dias desenhando, fazendo apenas pequenos bicos... Tinhamos grandes momentos juntos, e algumas vezes eu me sentia muito feliz, sempre ao seu lado. O que me leva a acreditar:
Escrito por Emerson Wiskow às 21h25
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Omeletes Parte 2
1. Eu sou um cara muito romântico.
2. Não preciso de muito para ser feliz.
3. Eu tinha encontrado finalmente a mulher da minha vida.
Marlene sentou-se na cadeira, pegou um grande pedaço de omelete e colocou-o em meu prato. Sentei-me.
A pequena cozinha estava tomada pelo cheiro de omelete, Marlene agora parecia séria, estranha. Eu sentia que ela queria falar-me algo e que estava apenas esperando o momento certo. Desde que nos conhecemos Marlene nunca havia reclamado de nada, acho que tinha chegado o momento, e eu esperava que ela finalmente começasse a falar. Não perguntei o que estava incomodando-a, eu sabia que ela falaria a qualquer momento. Cortei o omelete, um pequeno pedaço. Mastiguei lentamente, quase que fazendo força para engoli-lo. Marlene comia silenciosamente, às vezes ela olhava-me e eu olhava para ela sem dizer uma palavra.
- Acho que esta na hora de você arrumar um emprego - disse ela.
- Que emprego? - perguntei.
- Qualquer um. Assim não dá mais para continuar. O que você faz não tem futuro nenhum. Você não irá conseguir construir nada como cartunista. Eu quero uma boa casa, quero um carro, quero poder viajar. E nada disto você poderá me dar fazendo estas histórias em quadrinhos - disse ela disparando. Bum, bum, bum. Seco e direto. Foi-se os omeletes e a mulher que acreditava poder viver comigo. - Quero segurança e se você não pode me dar isto eu terei que ir embora. Não quero viver ao lado de um homem que insiste em lutar por algo que está perdido. Isto que você faz não dá futuro nenhum, você pode até ter algum talento no que faz, mas nunca conseguirá me dar uma vida decente com isto - ela completou com uma voz decidida.
Um silêncio tomou conta da pequena cozinha, Marlene cansou de passar trabalho ao meu lado. É claro que eu não poderia exijir que ela fizesse parte da minha miséria, dos meus sonhos impossíveis. Parecíamos dois fantasmas sentados ali, olhando para aquele omelete partido, olhando um para o outro. A miséria separando, espedaçando, destruindo, cortando lentamente como um carrasco que tortura suas vítimas. Cortando e sorrindo, um sorriso malicioso e cruel.
Não tocamos mais no assunto naquela noite. Mais tarde deitamos um ao lado do outro e começamos a nós beijar. Senti a sua língua dentro da minha boca, parecia querer me engolir. Acariciei os seus peitos e comecei a chupá-los, chupá-los... Parecia que eu tentava sugar a essência dela, ela gemia e me abraçava com força. Tirei-lhe a sua pequena calcinha de algodão e penetrei-a lentamente, depois com força e mais força. Agarrávamos como dois animais, ela gemia alto e pedia para que eu metesse mais e mais. O mar abrindo-se, o universo rasgando-se ao meio. Gozamos.
Sabíamos que aquela tinha sido a última vez. A miséria separando, o triste fracasso. Eu continuaria tentando sozinho, fiquei pensando naquilo tudo enquanto fumava um cigarro. Às vezes eu olhava para o lado e via o corpo nu de Marlene deitado ao meu lado, um braço dela estava estendido sobre o meu peito. Tudo triste e Marlene tão linda dormindo ao meu lado.
No outro dia Marlene foi embora. Cheguei em casa e notei que suas coisas não estavam mais no roupeiro, um espaço vazio que eu não sabia se seria preenchido novamente. Andei até a cozinha e olhei para um pedaço de omelete frio sobre a mesa. Era o último pedaço.
Escrito por Emerson Wiskow às 21h24
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| 27/11/2004 |
A cidade que lembrava Arles (Emerson Wiskow)
Cheguei num dia muito claro. Havia luminosidade por todos os lados, uma luz prateada que se refletia nas vidraças das lojas, nas janelas e nos automóveis. Um belo dia de primavera. Tive a sensação de estar em Arles e que a qualquer momento encontraria Van Gogh andando pelas calçadas com alguma tela debaixo do braço. Mas a verdade é que a cidade não era Arles e não que havia mais Van Goghs. Então saí andando pelo centro da cidade a procura de um lugar para me alojar. Ainda não sabia muito bem quanto tempo eu ficaria na cidade. Meus olhos ardiam sob aquela luminosidade, às vezes, dependendo para onde eu olhava eles lacrimejavam como se chorassem pela perda de um grande amor. Bom, eu já havia perdido alguns e muitas vezes não conseguira chorar. Talvez fosse uma espécie de efeito retardado. Continuei andando até encontrar uma pequena pensão muito antiga, localizada numa rua também muito antiga, calçada com pedras que dizem serem do tempo de D. Pedro II. Parece que eu estava rodeado por história. A luz da cidade remetia a Van Gogh, as pedras a D. Pedro II. O quarto não lembrava nada. Era um desses simples moquifos baratos.
Abri a janela e deixei entrar no quarto aquela luz maravilhosa, os raios de sol fizeram um lastro de luz e poeira como se fossem espectros navegando, flutuando. Eu ainda não tinha desistido de escrever. Quer dizer, ainda estava tentando escrever alguma coisa e pretendia escrever alguns contos por ali. No resto era vagabundar no melhor estilo Henry Miller. Depois de abrir a janela resolvi me jogar na cama e descansar um pouco. Eu estava quebrado, com o corpo moído por causa da viagem de ônibus. Acabei adormecendo como uma personagem de conto de fadas. Não com lindos cabelos loiros e com o corpo cheirando a suaves flores do campo, mas fedendo a suor e com cabelos desgrenhados. Além de estar com o rabo quase assado por causa do calor. No meio da tarde, por volta das quatro horas acordei com o som alto que vinha do quarto ao lado. Alguém estava com a corda toda ouvindo Bruno e Marrone. Reconheci logo, claro, muitas vezes eu ouvira aquela música nos inferninhos que eu frequentara. Eu era um mestre nisso. Um mestre da chinelagem. O pretenso escritor que passava noites ouvindo músicas de corno, fumando e bebendo cerveja rodeado por putas. Era uma beleza.
Como não conseguia dormir mais por causa da música, resolvi ir tomar um banho. O banheiro era uma merda. Um pequeno banheiro coletivo com azulejos azuis e verdes. Para minha sorte não estava ocupado. A música continuava tocando alto e ninguém parecia se importar. Tomei um bom banho, refresquei o corpo e quando sai do banheiro tive uma visão do paraíso. Ah, o mais certo é dizer que tive a visão de alguém vindo do paraíso. No quarto ao lado do meu, de onde saia a música surgiu a figura de uma mulher estonteante enrolada numa toalha com estampas de barquinhos. Ela veio em minha direção, quer dizer, ela veio em direção ao banheiro, onde eu estava. Parecia alegre, cabelos pretos e com um quadril denunciando ser uma deusa da fertilidade. Uma máquina. Uma máquina de sexo capaz de destruir você no primeiro assalto. Era como entrar no ringue com Marciano, o boxeador. Você não teria chance. Mas resolvi arriscar. Não tinha como resistir, tinha um rosto de menina, os olhos eram vivos, cheios de vida e destruição. Ela disse algo e sorriu. O que ela disse? "Oi", foi isso. Voltei para o quarto e fiquei esperando. O quê? Não sei ao certo, fiquei apenas esperando. Não aconteceu nada, continuei ouvindo a música que vinha do quarto dela.
Eu estava tentando escrever quando bateram na porta. Na minha porta. Abri e surgiu a morena do corredor, do quarto ao lado, do volume máximo. Estava arrumada, vestia uma calça de brim colada ao corpo e uma blusa rosa transparente. O rosto maquiado, boca e olhos. Tudo equilibrando-se sobre uma sandália de salto alto. Numa mão tinha um cigarro com a ponta ardendo, noutra uma sacola volumosa. Sorriu.
- Oi - disse ela.
- Oi.
- Você é o novo morador, não é? - perguntou a morena.
- Sou.
- Ah, legal. Posso entrar?
- Claro.
A morena sorriu maliciosamente e correu os olhos em direção ao seu corpo. Acompanhei seus olhos. Um belo caminho. Era um sonho. Estava difícil de acreditar. Parecia uma armadilha, geralmente é. Já estava esperando entrar meia dúzia de brutamontes para me assaltar e me cagar a pau.
Quando a morena deitou-se na cama foi como se os anjos tivessem decido do céu. Teve uma performase. Claro, era um anjo malicioso que pousou sobre aquela velha cama de lençóis surrados. Ela se pôs de quatro e esticou o corpo como um felino espreguiçando-se. Gemeu como se sentisse um prazer sexual. Os músculos alongaram-se lentamente, suas costelas marcaram o seu corpo.
- Qual o seu nome? - perguntou a morena com uma voz morna.
- Emerson, e o seu?
- Márcia.
- Márcia... Márcia...
- E então, quer se divertir um pouco? - disse ela deitada de bruços e olhando-me sobre o ombro.
- Você é uma tentação. Nunca vi uma mulher com um corpo tão bonito - disse eu.
- Por cinqüenta reais ele é seu durante a noite toda. Vou deixar você louco.
- Já estou.
- E então, quer?
- Quarenta - retruquei.
- Quarenta por uma noite? Geralmente cobro bem mais que cinqüenta.
- Você é um sonho, mas é só o que eu tenho.
- Está bem! Gostei de você - disse ela abrindo as pernas.
Era uma visão maravilhosa. Uma bela mulher brejeira, de corpo perfeito, perdida naquela cidadezinha que tinha a luz de Van Gogh e uma rua calçada com pedras do tempo de Dom Pedro II esperando-me na cama. Logo tive uma ereção. Uma grande e boa ereção, então resolvi me exibir um pouco. Abri minha calça e botei o pau para fora. Massageei ele exibindo sua bela cabeça roxa.
- Você tem um pau bonito - disse ela. Márcia tirou a calça, depois a calcinha. Assim, uma de cada vez, claro, e continuou deitada de bruços. Também se exibia. Márcia abriu as pernas e mostrou sua buceta, carnuda, bela, suculenta. Não resisti e enfiei a cara no meio do seu rabo. Era o melhor rabo do mundo. Enfiei-lhe a língua no cú, chupei sua buceta. Tudo ficou molhado e babado. Continuei com as cuspidas e lambidas no cú e na buceta, gosto muito disso.
Pela manhã, quando a luz de Van Gogh surgia novamente eu já havia gozado seis vezes. Durante a semana que passei na cidade não escrevi nada. Todas as noites Márcia vinha me visitar sem cobrar nada. Durante a tarde Márcia trabalhava num cabaré enquanto eu ficava dormindo ou lendo. Às vezes eu dava umas voltas pela cidade, andava sobre o calçamento de pedras do tempo de D. Pedro e era banhado pela luminosidade.
Foi uma grande semana, quando fui embora olhei Márcia pela última vez através da janela do ônibus. Uma linda luz iluminava seu corpo.
Escrito por Emerson Wiskow às 14h53
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